Buenos Aires, 04 de julho de 2008
* Nao achei o "til". Teclado muito bizarro.
Quarto dia em Buenos Aires. Finalmente tive tempo pra parar em um locutório (espécie de lan house que ainda conta com vários telefones para chamadas locais e internacionais) e escrever tudo o que se passou desde minha chegada no aeroporto de Ezeiza.
Estou hospedada em San Telmo, um bairro colonial boêmio até que bonitinho, mas localizado na puta que o pariu. Sempre escolho os hotéis errados, os locais errados! Acho que nunca acertei. Meu hotel, The Cocker, é em tese um hotel boutique. Apenas em tese. O aquecedor nao funciona, nao há serviço de quarto e eu nunca encontro funcionários ou adaptadores pra ligar o carregador do celular. De qualquer modo, o hotel é muito bem decorado e elegante, se você está disposto a passar frio porque só há um cobertor.
Perto do hotel há o famoso El Britanico, uma confitería (espécie de café / bar) que funciona desde 1909. É um lugar muito gostoso, nostálgico. Apesar de ser a um quarteirao do hotel, só passei lá hoje, pra comer umas empanadas (um salgado que é um dos melhores snacks que já comi na vida!) e tomar uma água com gás.
No primeiro dia, visitei vários bares. Estava sedenta por um pouco de vida noturna porteña, mas infelizmente as terças nao sao muito empolgadas por aqui. Fui ao La Cigale, um bar bonito que parece a Piola de Sao Paulo, onde tomei um mojito. Havia lido num site de turismo que esse mojito era um dos melhores da cidade, mas eu achei horrivel. Muito doce. Depois fui ao Dadá, um bar com gravuras do Lichteinstein e uma atmosfera artsy. Comi o melhor bife da minha vida, com umas batatas fantásticas e agriao com molho de sei lá o quê. No entanto, o melhor do bar/restaurante era o barman. E nao é pelos drinks. No mesmo dia ainda fui ao Gibraltar, onde nao aceitavam meu cartao, entao nao entrei... e ao Mundo Bizarro, que merece um parágrafo à parte.
O Mundo Bizarro é como o Astronete em Sao Paulo, mas é maior e melhor. Os drinks sao maravilhosos (viva o Frozen Mojito!) e o atendimento é fantástico. Um dos guias que eu li dizia que os barmen tratavam todo mundo muito mal, mas eu fui super bem atendida. Quando fui pagar, passei uma nota falsa (que eu obviamente nao sabia que era falsa). O barman viu o mal-entendido e ainda por cima me explicou como identificar falsificaçoes, coisa que venho fazendo desde entao. Toda quarta tem show burlesco, mas eu perdi. Vou na quarta que vem. É um lugar que vale a pena voltar.
Na quarta-feira, fui à Recoleta, um bairro como os Jardins. O shopping Bullrich é menor que o Iguatemi, mas há lojas da Kenzo, Dior, Christian Lacroix e estilistas locais que sao bem bacanas. Nada muito incrível, no entanto. Já a Avenida Alvear, a Oscar Freire porteña, é bem legal. Por incrível que pareça, a melhor loja que encontrei foi a Fendi. Tenho que andar por lá novamente, porque passei muito rápido, já que estava resolvendo uns problemas no banco (devido ao problema com os computadores no Brasil, nao conseguia tirar dinheiro e estava ficando pobre e desesperada). Quando me cansei, pedi uma Quilmes grande num bar local, acendi um Benson & Hodges (que aqui é beeeem mais barato) e respirei o ar daquele bairro tao gostoso. Daí veio um menininho que estava com a avó e enfiou a mao na minha porçao de amendoins! Sem avisar! Foi tao espontâneo e engraçado! A avó dele nao sabia onde se enfiar! Aquilo fez meu dia! À noite, fui ao Van Konsing ou algo do tipo, um bar holandês chatíssimo, com uma gente sem graça, mas um barman fantástico, muito simpático e bonito.
E ontem, bem... ontem eu já estava desesperada porque meus pesos estavam acabando e eu nao conseguia tirar dinheiro por causa do problema dito acima... Ah, cansei de escrever.
Amanha tem mais.
Besos,
Ivna
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário