domingo, 27 de julho de 2008
Moonriver
Moon river wider than a mile
I'm crossing you in style someday
You dream maker, you heartbreaker
Wherever you're going
I'm going your way...
E agora, cara, o rio pinheiros me separa de você. Tudo, absolutamente tudo no mundo nos separa, e agora ainda há um rio fedidão deixando a nossa distância óbvia.
Eu não sei se eu consigo atravessar o rio.
Eis o triste fim do que nunca aconteceu.
And what can I tell you, my brother, my killer?
Por um momento, achei que havia te perdido. Quer dizer, eu nunca te tive, mas não quero esquecer seu rosto, nunca, jamais... e é por isso que eu tenho uma fotografia. Pixels nunca me fizeram tão feliz, respirei aliviada quando achei aqueles pontinhos que te formavam. Tudo o que te forma é lindo. O tempo passou, achei que você continua o mesmo. O tempo não pára para os deuses, e você não vai sair do seu pedestal.
E nem eu vou sair daqui, do lugar que me coloco, de mera mortal. Todo mundo sabe que eu me coloquei aqui, perante a você.
O pior é que o tempo passa e, se você é um deus com pés de barro, é capaz que não dure pra sempre. Não posso deixar você se esvair assim, de novo.
E nem eu vou sair daqui, do lugar que me coloco, de mera mortal. Todo mundo sabe que eu me coloquei aqui, perante a você.
O pior é que o tempo passa e, se você é um deus com pés de barro, é capaz que não dure pra sempre. Não posso deixar você se esvair assim, de novo.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Whistle for the choir
Oh me
Oh my
You talk
I die
You smile
You laugh
I cry.
Barman de BsAs faz o melhor drink do mundo. Quero o e-mail dele.
Oh my
You talk
I die
You smile
You laugh
I cry.
Barman de BsAs faz o melhor drink do mundo. Quero o e-mail dele.
On the Road
Esse é meu último dia em BaAs.
Melhor época da minha vida.
Meu dinheiro vale o dobro, os sapatos sao baratos e bonitos e os homens também sao bonitos e me chamam pra sair.
Mais que tudo, me sinto leve. Sem todas as pessoas que me influenciam, sou apenas eu.
Eu compreendi que nao dá pra fugir do passado, ele te alcança. Vejo meu passado em rostos que me lembram pessoas que amei ou ainda amo, objetos que sei que elas iriam gostar, me pergunto como elas estao. O que mudou, na verdade, é que nao há um sentimento horroroso de rancor ou de saudade. Meu passado é o que é, nao posso mudá-lo, cada fibra do meu ser é influenciado por experiências e pessoas. O grande truque é conviver pacíficamente com esse passado. Demorou, mas eu aprendi. Quando você está longe e sozinho, dá pra ver as coisas com mais clareza.
So here's to you, Buenos Aires.
Melhor época da minha vida.
Meu dinheiro vale o dobro, os sapatos sao baratos e bonitos e os homens também sao bonitos e me chamam pra sair.
Mais que tudo, me sinto leve. Sem todas as pessoas que me influenciam, sou apenas eu.
Eu compreendi que nao dá pra fugir do passado, ele te alcança. Vejo meu passado em rostos que me lembram pessoas que amei ou ainda amo, objetos que sei que elas iriam gostar, me pergunto como elas estao. O que mudou, na verdade, é que nao há um sentimento horroroso de rancor ou de saudade. Meu passado é o que é, nao posso mudá-lo, cada fibra do meu ser é influenciado por experiências e pessoas. O grande truque é conviver pacíficamente com esse passado. Demorou, mas eu aprendi. Quando você está longe e sozinho, dá pra ver as coisas com mais clareza.
So here's to you, Buenos Aires.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Alegria, Alegria
Em Buenos Aires
O texto abaixo é uma mistura de um e-mail que mandei pra minha amiga Aline e mais algumas consideraçoes. Ainda nao achei o "til".
Turista é foda né. A gente se empolga andando, depois se perde, e pra voltar pra onde estava é horrível! Outro dia eu me perdi em San Telmo, e quando fui ver estava na Recoleta, do outro lado da cidade. Andei tanto que fiquei mancando uns dias.
Que mais, perdi o cartao de débito, mas estou com os de crédito entao consigo me virar. Daqui a pouco vou ter que trocar os dólares. Se bem que estou com 300 pesos (150 reais) e vivo como "la reina". País em crise econômica é ótimo (para nosotros brasileños).
San Telmo, onde estou hospedada, é o lugar mais barango que já pisei na vida. Juro. Tem uns peruanos ou bolivianos, uma gente feia que dói e muito mal educada. Do lado do meu computador na lan house tem duas crianças tocando o puteiro e a vaca da mae nao faz nada. A menina quis fuçar nas minhas sacolas de compra e eu tive que dar um berro! Daí hoje eu cansei da pobreza way of life e fui pra Recoleta, que isso sim que é bairro, com arquitetura do início do século, aquela coisa Belle Epoque, art noveau e algo de art deco. Coloquei meus óculos e fui fazer a fina por lá, deu a louca e eu entrei na Rossi e Caruso, que é a boutique de bolsas mas tradicional da Argentina e fiz a festa! Pra eles é tudo muito caro, mas como o real é o dobro, saí carregada de bolsas e sapato de couro de carneiro e o escambau.
Outro dia fui a um bar mega incrível chamado Mundo Bizarro, tomei O MELHOR DRINK DA MINHA VIDA, juro por deus. Nem parecia drink, era docinho, de melao, laranja, vodka, um cacete de coisas. Acho que chamava Monsoon. Ou seria Sonmoon? Falando assim parece estranho, mas era mega incrementado! Daí fiquei falando com uns gringos irlandeses, eles nao eram meeeega incriveis fisicamente, mas sabe como é, eles eram irlandeses e isso sempre é legal né. E os drinks eram de graça.
Agora, meu querido blog, estou hospedada na Recoleta, num hotel decente que nao preciso escalar novecentas escadas em caracol, com uma recepcionista que faz tudo pra mim (Sim, eu nasci pra boa vida), de reservar tickets do show dos Babasonicos à resolver o caso do espelho que comprei. Sim, fui ao shopping de design de Buenos Aires, tipo o D&D nosso, só que com coisas menos cafonas, e comprei, entre outras (milhoes) de coisas, um ESPELHO. Sim, pro meu banheiro. De mais ou menos um metro de altura. Que nao cabe na mala. Estamos tentando mandar pelo Sedex ou sejá lá como chama aqui.
Fora isso comprei duzentos sapatos de designers, de um couro muito macio, todos forrados com couro de carneiro (eu juro que como ex vegetariana eu me senti mal, mas gente, sapatos de carneiros sao maciiiiiiiiiiiiiiiios. Ainda bem que eu pensei duas vezes porque eu confesso que quase comprei um casaco de peles). Basicamente estou endividada, fabulosa e feliz.
E é isso o que importa. Pensei na vida, tomei decisoes e estou me sentindo leve. Isso nao tem a ver com os sapatos que comprei, embora a pele de carneiro seja realmente leve. Acho que finalmente entendi a felicidade. E ela me entendeu.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
The Buenos Aires Affair
Buenos Aires, 04 de julho de 2008
* Nao achei o "til". Teclado muito bizarro.
Quarto dia em Buenos Aires. Finalmente tive tempo pra parar em um locutório (espécie de lan house que ainda conta com vários telefones para chamadas locais e internacionais) e escrever tudo o que se passou desde minha chegada no aeroporto de Ezeiza.
Estou hospedada em San Telmo, um bairro colonial boêmio até que bonitinho, mas localizado na puta que o pariu. Sempre escolho os hotéis errados, os locais errados! Acho que nunca acertei. Meu hotel, The Cocker, é em tese um hotel boutique. Apenas em tese. O aquecedor nao funciona, nao há serviço de quarto e eu nunca encontro funcionários ou adaptadores pra ligar o carregador do celular. De qualquer modo, o hotel é muito bem decorado e elegante, se você está disposto a passar frio porque só há um cobertor.
Perto do hotel há o famoso El Britanico, uma confitería (espécie de café / bar) que funciona desde 1909. É um lugar muito gostoso, nostálgico. Apesar de ser a um quarteirao do hotel, só passei lá hoje, pra comer umas empanadas (um salgado que é um dos melhores snacks que já comi na vida!) e tomar uma água com gás.
No primeiro dia, visitei vários bares. Estava sedenta por um pouco de vida noturna porteña, mas infelizmente as terças nao sao muito empolgadas por aqui. Fui ao La Cigale, um bar bonito que parece a Piola de Sao Paulo, onde tomei um mojito. Havia lido num site de turismo que esse mojito era um dos melhores da cidade, mas eu achei horrivel. Muito doce. Depois fui ao Dadá, um bar com gravuras do Lichteinstein e uma atmosfera artsy. Comi o melhor bife da minha vida, com umas batatas fantásticas e agriao com molho de sei lá o quê. No entanto, o melhor do bar/restaurante era o barman. E nao é pelos drinks. No mesmo dia ainda fui ao Gibraltar, onde nao aceitavam meu cartao, entao nao entrei... e ao Mundo Bizarro, que merece um parágrafo à parte.
O Mundo Bizarro é como o Astronete em Sao Paulo, mas é maior e melhor. Os drinks sao maravilhosos (viva o Frozen Mojito!) e o atendimento é fantástico. Um dos guias que eu li dizia que os barmen tratavam todo mundo muito mal, mas eu fui super bem atendida. Quando fui pagar, passei uma nota falsa (que eu obviamente nao sabia que era falsa). O barman viu o mal-entendido e ainda por cima me explicou como identificar falsificaçoes, coisa que venho fazendo desde entao. Toda quarta tem show burlesco, mas eu perdi. Vou na quarta que vem. É um lugar que vale a pena voltar.
Na quarta-feira, fui à Recoleta, um bairro como os Jardins. O shopping Bullrich é menor que o Iguatemi, mas há lojas da Kenzo, Dior, Christian Lacroix e estilistas locais que sao bem bacanas. Nada muito incrível, no entanto. Já a Avenida Alvear, a Oscar Freire porteña, é bem legal. Por incrível que pareça, a melhor loja que encontrei foi a Fendi. Tenho que andar por lá novamente, porque passei muito rápido, já que estava resolvendo uns problemas no banco (devido ao problema com os computadores no Brasil, nao conseguia tirar dinheiro e estava ficando pobre e desesperada). Quando me cansei, pedi uma Quilmes grande num bar local, acendi um Benson & Hodges (que aqui é beeeem mais barato) e respirei o ar daquele bairro tao gostoso. Daí veio um menininho que estava com a avó e enfiou a mao na minha porçao de amendoins! Sem avisar! Foi tao espontâneo e engraçado! A avó dele nao sabia onde se enfiar! Aquilo fez meu dia! À noite, fui ao Van Konsing ou algo do tipo, um bar holandês chatíssimo, com uma gente sem graça, mas um barman fantástico, muito simpático e bonito.
E ontem, bem... ontem eu já estava desesperada porque meus pesos estavam acabando e eu nao conseguia tirar dinheiro por causa do problema dito acima... Ah, cansei de escrever.
Amanha tem mais.
Besos,
Ivna
* Nao achei o "til". Teclado muito bizarro.
Quarto dia em Buenos Aires. Finalmente tive tempo pra parar em um locutório (espécie de lan house que ainda conta com vários telefones para chamadas locais e internacionais) e escrever tudo o que se passou desde minha chegada no aeroporto de Ezeiza.
Estou hospedada em San Telmo, um bairro colonial boêmio até que bonitinho, mas localizado na puta que o pariu. Sempre escolho os hotéis errados, os locais errados! Acho que nunca acertei. Meu hotel, The Cocker, é em tese um hotel boutique. Apenas em tese. O aquecedor nao funciona, nao há serviço de quarto e eu nunca encontro funcionários ou adaptadores pra ligar o carregador do celular. De qualquer modo, o hotel é muito bem decorado e elegante, se você está disposto a passar frio porque só há um cobertor.
Perto do hotel há o famoso El Britanico, uma confitería (espécie de café / bar) que funciona desde 1909. É um lugar muito gostoso, nostálgico. Apesar de ser a um quarteirao do hotel, só passei lá hoje, pra comer umas empanadas (um salgado que é um dos melhores snacks que já comi na vida!) e tomar uma água com gás.
No primeiro dia, visitei vários bares. Estava sedenta por um pouco de vida noturna porteña, mas infelizmente as terças nao sao muito empolgadas por aqui. Fui ao La Cigale, um bar bonito que parece a Piola de Sao Paulo, onde tomei um mojito. Havia lido num site de turismo que esse mojito era um dos melhores da cidade, mas eu achei horrivel. Muito doce. Depois fui ao Dadá, um bar com gravuras do Lichteinstein e uma atmosfera artsy. Comi o melhor bife da minha vida, com umas batatas fantásticas e agriao com molho de sei lá o quê. No entanto, o melhor do bar/restaurante era o barman. E nao é pelos drinks. No mesmo dia ainda fui ao Gibraltar, onde nao aceitavam meu cartao, entao nao entrei... e ao Mundo Bizarro, que merece um parágrafo à parte.
O Mundo Bizarro é como o Astronete em Sao Paulo, mas é maior e melhor. Os drinks sao maravilhosos (viva o Frozen Mojito!) e o atendimento é fantástico. Um dos guias que eu li dizia que os barmen tratavam todo mundo muito mal, mas eu fui super bem atendida. Quando fui pagar, passei uma nota falsa (que eu obviamente nao sabia que era falsa). O barman viu o mal-entendido e ainda por cima me explicou como identificar falsificaçoes, coisa que venho fazendo desde entao. Toda quarta tem show burlesco, mas eu perdi. Vou na quarta que vem. É um lugar que vale a pena voltar.
Na quarta-feira, fui à Recoleta, um bairro como os Jardins. O shopping Bullrich é menor que o Iguatemi, mas há lojas da Kenzo, Dior, Christian Lacroix e estilistas locais que sao bem bacanas. Nada muito incrível, no entanto. Já a Avenida Alvear, a Oscar Freire porteña, é bem legal. Por incrível que pareça, a melhor loja que encontrei foi a Fendi. Tenho que andar por lá novamente, porque passei muito rápido, já que estava resolvendo uns problemas no banco (devido ao problema com os computadores no Brasil, nao conseguia tirar dinheiro e estava ficando pobre e desesperada). Quando me cansei, pedi uma Quilmes grande num bar local, acendi um Benson & Hodges (que aqui é beeeem mais barato) e respirei o ar daquele bairro tao gostoso. Daí veio um menininho que estava com a avó e enfiou a mao na minha porçao de amendoins! Sem avisar! Foi tao espontâneo e engraçado! A avó dele nao sabia onde se enfiar! Aquilo fez meu dia! À noite, fui ao Van Konsing ou algo do tipo, um bar holandês chatíssimo, com uma gente sem graça, mas um barman fantástico, muito simpático e bonito.
E ontem, bem... ontem eu já estava desesperada porque meus pesos estavam acabando e eu nao conseguia tirar dinheiro por causa do problema dito acima... Ah, cansei de escrever.
Amanha tem mais.
Besos,
Ivna
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