terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Unwritten Letter #1

De tudo que eu tinha pra falar, de todas as palavras do mundo, por que aquelas?

Anos de amizade fictícia, tudo jogado no lixo. Tudo jogado no lixo porque eu tomei uns Red Japas a mais e te liguei e dei bafo e fui mega cafona mesmo. Falei tudo o que meu coração mandou naquela hora.

Às vezes eu venho aqui e falo que ninguém se importa comigo. Pensando bem, acho que é puro drama. Tem gente que se importa, e eu me importo também! Adoro algumas pessoas (tá, poucas, mas adoro essas poucas, vai)! Mas você não se importa comigo, não é mesmo? Não se importa mesmo.

De qualquer modo, obrigada.
Obrigada porque você me ensinou a sentir alguma coisa. E eu não sentia emoções assim há anos. Obrigada por existir, obrigada por ser lindo, obrigada por ser inteligentíssimo. Talvez você nunca mais fale comigo.




Mas sei lá... acabou assim mesmo?

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Fuga(z)

Depois de um breve fim de semana na praia, estou de volta. São Paulo me recebeu de braços abertos, à sua maneira, quando eu quase sentei numa poça de vômito no vagão do metrô pra voltar pra casa. Foi muito bonito.

E é isso, fazia dez anos que eu não ia à praia, e foi divertido pegar uma concha e pular e me afogar nas ondas... mas voltar sempre é uma delícia. Eu gosto de sair de São Paulo só pra poder voltar. A cidade é como marido malandro e eu devo ser aquela mulher que apanha e fica quieta, faz drama, se joga no chão e pede um pouco de carinho. Eu amo essa cidade mesmo quando ela me recebe friamente, com tanta indiferença.

Cada um tem a cidade que merece.
E eu tô ok com isso.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

A vida é um filme B

Minha vida é como um filme ruim, daqueles que passam no Hallmark Channel numa terça às duas da tarde. Até meu cabelo é de filme ruim do início dos anos 90.

Nada acontece na minha vida. Cadê os grandes feitos, cadê os grandes beijos de amor?
Tsc.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Run, Ivy, Run!

Preciso comprar roupas novas.


Preciso mudar minha atitude.


Preciso tingir meu cabelo de qualquer outra cor.


Mudar, nem que superficialmente. Quero me olhar no espelho e não me reconhecer, nem me odiar.


Cansei de mim. Quero um disfarce... uma peruca meio pompadour e um trench-coat da Burberry. Porque se é pra fugir de algo, ao menos devo fugir com classe.


Quero fugir. Não quero ninguém fugindo comigo. Nasci sozinha, vivo sozinha e hei de morrer sozinha, como convém. Como fugir daqui? Não se foge de São Paulo! Não consigo fugir de São Paulo, nem de mim. E o texto não faz muito sentido, mas pra mim faz. Nessa segunda insossa. Talvez... não sei... talvez eu pudesse ao menos atravessar o rio, que pra mim é a demarcação da São Paulo que importa, da São Paulo que não importa. Ou não. Sei lá. E aí acho que nada mais importa. E eu não sei se o que eu sinto é tristeza. Acho que eu não sinto.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Eu tava fazendo uns alongamentos bizarros na varanda do meu apartamento e o cara do prédio da frente ficou rindo da minha cara.

Que lixo.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Inadequação

Eu falo alto e uso cores berrantes.

Eu faço piadas idiotas em horas inapropriadas.

Eu bebo demais e fumo demais e às vezes caio no chão.

Eu tenho um cabelo meio rebelde e a minha pele tem poros largos.

Eu tenho as unhas roídas e sou gorda.

Minha bolsa está sempre uma zona. Minha cabeça também.


Aí eu me deparo com uma gente super inteligente e fina. Gente que usa sweater e camisa quadriculada e que poderia fazer comercial de margarina.

Me senti super inadequada.

sábado, 27 de setembro de 2008

Você me disse que achou meu cabelo ótimo. Duas vezes.

E isso valeu minha noite.

Eu sei que isso não tem valor, mas eu fiquei feliz.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

True love waits.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Gente pastel

Deve ser difícil ser descartável.

Usar tons pastel.

Não fazer falta.

Você acha que é personagem de filme francês. Querida, não é. Desce do seu pedestal.

sábado, 20 de setembro de 2008

Estou sem tempo

Tenho certeza que os que me conhecem sabem que eu sou uma pessoa desocupada. Eu poderia florear e falar que isso é parte do meu narcisismo, sou meio bon vivant e coisa e tal, mas a verdade é que eu sou bem desocupada mesmo. Inoperante.

Mas tcharam, isso mudou. Sabe aquele ditado popular "cabeça vazia, oficina do diabo"? Muito verdade. Minha inoperância chegou a tal ponto, que eu instalei meus The Sims antigos. Gente, depois disso, só me restava fazer parte do auditório da Márcia. Isso é trágico! É quando você sabe que não espera mais nada da vida, e a vida não espera mais nada de você!

Decidi mudar. E parar de pensar coisas horrorosas. Quando você fica sem tempo pra pensar, a vida fica muito mais leve. Genial. Devia ter feito isso antes. Lógico que o Byron era melancólico. Coçar o saco deixa muito tempo livre na sua agenda.

Estou ocupando minha vida, aos poucos. Só a faculdade de jornalismo me deixa com muito tempo nas mãos, então agora eu decidi fazer outros cursos. O primeiro é "Passado e presente nas relações entre os sexos", na Casa do Saber. Começo em novembro, e vai até o dia 20 de dezembro, o que é ótimo, visto que é capaz que eu fique de exame de português (é, resquícios da inoperância) e é mais uma coisa pra fazer. Finalmente decidi marcar a prova teórica e tirar a carteira de motorista. Estou vendo os filmes que eu sempre quis assistir e quando a semana de provas da faculdade acabar, terminarei de ler os livros deixados pela metade. Marquei até palestras e exposições na minha agenda empoeirada.

Estou mais focada and I'm back up on my feet, baby.
A vontade de ir ao bar ficou cada vez menor. Acho que isso é a tristeza indo embora.

Estou sem tempo e estou amando cada momento.
Estou feliz.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Friday nights have been lonely...

... change your plans and then phone me.


Eu disse pra quem quisesse ouvir que essa sexta tá um porre, que os lugares só têm programação escrota e que as pessoas são tão desinteressantes, que eu não vejo o appeal de uma balada hoje.

O grande problema é que, na verdade, as pessoas são desinteressantes COMPARADAS A VOCÊ.
A sexta tá um porre, na verdade, porque eu tô longe DE VOCÊ.
A balada tá sem appeal porque eu sei que eu NÃO VOU ENCONTRAR VOCÊ.


VOCÊ. VOCÊ! VOCÊ!!!

Daí eu volto pra casa mais cedo, cancelo o sagrado bar, só pra ver se a janelinha sobe. Cada vez essa janelinha sobe menos. Cada vez você esquece mais de mim, da gente.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Quem aquela BISCATE pensa que é?









Que ÓDIO.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Irresponsables

Somos culpables de este amor escandaloso
Que el fuego mismo de pasión alimentó
Que en el remanso de la noche impostergable
Nos avergüenza seguir sintiéndolo.

Poco a poco fuimos volviéndonos locos
Y ese vapor de nuestro amor
Nos embriagó con su licor
Y culpa al carnaval interminable
Nos hizo confundir irresponsables.

Si fuimos carne de la intriga casquivana
Que la imprudencia del rumor hoy desató
Y descubiertos por la luz de la mañana
Nos castigaron la desidia y el dolor.

domingo, 7 de setembro de 2008

Moonriver and me.

Eu quero pegar o carro e ir até aí.


Só que eu não sei dirigir.


E mesmo se soubesse, o que eu iria te falar?

sábado, 23 de agosto de 2008

Aquela carta de amor...

Hoje eu não consegui dormir, me perguntando o que você fez com a carta de amor que eu te mandei há quatro anos. Me disseram que você sorriu ao ler. Gostaria de ter visto. Você tem o sorriso mais lindo do mundo.

Espero que você não tenha jogado a carta no lixo. Eu não lembro direito o que eu escrevi, mas sei que eu botei meu coração naquele pedaço de papel. Treinei até uma letra decente.

Li um antigo diário hoje. Em uma das passagens eu escrevi que você me abraçou. Eu daria meu reino por mais um abraço seu. Juro.

Você é a pessoa mais maravilhosa que eu já conheci. E você não imagina a dor que eu sinto por não te ver há tantos anos. Eu sei onde você trabalha, mas não tenho coragem de ir até lá. Não quero me sentir mais idiota do que já me sinto.

Espero que você tenha guardado minha carta. Nem que seja pra rir.

Vida.

Hoje eu descobri que não sou uma pessoa tão ruim como eu imaginava. Pois é.
Após horas pensando na vida (ok, uns 40 minutos de ócio), compreendi que eu acho a vida mega incrível e, mais que isso, também acho que as pessoas são maravilhosas. Lógico, não é todo mundo que eu amo de paixão, mas eu finalmente entendi que eu também não odeio todo mundo e que eu não acho que um tufão deveria engolir toda a humanidade.

Enfim, sou uma pessoa normal e apta a amar. Juro, foi um grande passo pra mim. Não vivo só de xoxação, e eu inclusive gostaria de abraçar pessoas. Infelizmente eu sou meio tímida e não abraço pessoas que eu não conheço, mas eu gostaria. Sabe, dar um abração nos outros. As pessoas jamais deveriam negar um abraço.

A vida é curta demais pra ficar falando mal da roupa dos outros. E olha, eu acho que eu gosto dessa coisa estranha chamada vida. E acredito que dá pra melhorar.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

LET HIM DANCE WITH ME JUST FOR THE HELL OF IT

I was good, he was hot
Stealin' everything he got
I was bold, he was over the worst of it

É, rapaz. Apesar de tudo, eu ainda tenho boas lembranças.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Tribunal de causas realmente pequenas

Você pensa que faz o que quer
Não faz.
E que quer fazer o que faz
Não quer.
Tá pensando que Deus vai ajudar
Não vai.
E que há males que vêm para o bem
Não vêm.
Você acha que ela há de voltar
Não há.
E que ao menos alguém vai escapar
Ninguém.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

There is a light that never goes out

And in the darkened underpass
I thought oh god, my chance has come at last
(But then a strange fear gripped me and I just couldnt ask)

Então, esse é um daqueles momentos de gente chata e arrogante que fala "Morrissey me entenderia".

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Imoralidades

Seu vagabundo.

Você é tão indecente que às vezes eu tenho vontade de te dar um soco na boca. Outras vezes eu tenho vontade de segurar sua mão no cinema.

Sei lá. Eu gosto de você e você gosta de mim, mas isso nem é suficiente. A gente converte tudo em sacanagem, tudo vira carnaval e perde o sentido. Tão triste, porque eu já disse que eu realmente acho você um dos caras mais bacanas por aí.

domingo, 27 de julho de 2008

Moonriver


Moon river wider than a mile
I'm crossing you in style someday
You dream maker, you heartbreaker
Wherever you're going
I'm going your way...

E agora, cara, o rio pinheiros me separa de você. Tudo, absolutamente tudo no mundo nos separa, e agora ainda há um rio fedidão deixando a nossa distância óbvia.
Eu não sei se eu consigo atravessar o rio.

Eis o triste fim do que nunca aconteceu.

And what can I tell you, my brother, my killer?

Por um momento, achei que havia te perdido. Quer dizer, eu nunca te tive, mas não quero esquecer seu rosto, nunca, jamais... e é por isso que eu tenho uma fotografia. Pixels nunca me fizeram tão feliz, respirei aliviada quando achei aqueles pontinhos que te formavam. Tudo o que te forma é lindo. O tempo passou, achei que você continua o mesmo. O tempo não pára para os deuses, e você não vai sair do seu pedestal.

E nem eu vou sair daqui, do lugar que me coloco, de mera mortal. Todo mundo sabe que eu me coloquei aqui, perante a você.

O pior é que o tempo passa e, se você é um deus com pés de barro, é capaz que não dure pra sempre. Não posso deixar você se esvair assim, de novo.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Whistle for the choir

Oh me
Oh my
You talk
I die
You smile
You laugh
I cry.

Barman de BsAs faz o melhor drink do mundo. Quero o e-mail dele.

On the Road

Esse é meu último dia em BaAs.

Melhor época da minha vida.

Meu dinheiro vale o dobro, os sapatos sao baratos e bonitos e os homens também sao bonitos e me chamam pra sair.

Mais que tudo, me sinto leve. Sem todas as pessoas que me influenciam, sou apenas eu.

Eu compreendi que nao dá pra fugir do passado, ele te alcança. Vejo meu passado em rostos que me lembram pessoas que amei ou ainda amo, objetos que sei que elas iriam gostar, me pergunto como elas estao. O que mudou, na verdade, é que nao há um sentimento horroroso de rancor ou de saudade. Meu passado é o que é, nao posso mudá-lo, cada fibra do meu ser é influenciado por experiências e pessoas. O grande truque é conviver pacíficamente com esse passado. Demorou, mas eu aprendi. Quando você está longe e sozinho, dá pra ver as coisas com mais clareza.

So here's to you, Buenos Aires.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Alegria, Alegria

Em Buenos Aires

O texto abaixo é uma mistura de um e-mail que mandei pra minha amiga Aline e mais algumas consideraçoes. Ainda nao achei o "til".

Turista é foda né. A gente se empolga andando, depois se perde, e pra voltar pra onde estava é horrível! Outro dia eu me perdi em San Telmo, e quando fui ver estava na Recoleta, do outro lado da cidade. Andei tanto que fiquei mancando uns dias.

Que mais, perdi o cartao de débito, mas estou com os de crédito entao consigo me virar. Daqui a pouco vou ter que trocar os dólares. Se bem que estou com 300 pesos (150 reais) e vivo como "la reina". País em crise econômica é ótimo (para nosotros brasileños).

San Telmo, onde estou hospedada, é o lugar mais barango que já pisei na vida. Juro. Tem uns peruanos ou bolivianos, uma gente feia que dói e muito mal educada. Do lado do meu computador na lan house tem duas crianças tocando o puteiro e a vaca da mae nao faz nada. A menina quis fuçar nas minhas sacolas de compra e eu tive que dar um berro! Daí hoje eu cansei da pobreza way of life e fui pra Recoleta, que isso sim que é bairro, com arquitetura do início do século, aquela coisa Belle Epoque, art noveau e algo de art deco. Coloquei meus óculos e fui fazer a fina por lá, deu a louca e eu entrei na Rossi e Caruso, que é a boutique de bolsas mas tradicional da Argentina e fiz a festa! Pra eles é tudo muito caro, mas como o real é o dobro, saí carregada de bolsas e sapato de couro de carneiro e o escambau.

Outro dia fui a um bar mega incrível chamado Mundo Bizarro, tomei O MELHOR DRINK DA MINHA VIDA, juro por deus. Nem parecia drink, era docinho, de melao, laranja, vodka, um cacete de coisas. Acho que chamava Monsoon. Ou seria Sonmoon? Falando assim parece estranho, mas era mega incrementado! Daí fiquei falando com uns gringos irlandeses, eles nao eram meeeega incriveis fisicamente, mas sabe como é, eles eram irlandeses e isso sempre é legal né. E os drinks eram de graça.

Agora, meu querido blog, estou hospedada na Recoleta, num hotel decente que nao preciso escalar novecentas escadas em caracol, com uma recepcionista que faz tudo pra mim (Sim, eu nasci pra boa vida), de reservar tickets do show dos Babasonicos à resolver o caso do espelho que comprei. Sim, fui ao shopping de design de Buenos Aires, tipo o D&D nosso, só que com coisas menos cafonas, e comprei, entre outras (milhoes) de coisas, um ESPELHO. Sim, pro meu banheiro. De mais ou menos um metro de altura. Que nao cabe na mala. Estamos tentando mandar pelo Sedex ou sejá lá como chama aqui.

Fora isso comprei duzentos sapatos de designers, de um couro muito macio, todos forrados com couro de carneiro (eu juro que como ex vegetariana eu me senti mal, mas gente, sapatos de carneiros sao maciiiiiiiiiiiiiiiios. Ainda bem que eu pensei duas vezes porque eu confesso que quase comprei um casaco de peles). Basicamente estou endividada, fabulosa e feliz.

E é isso o que importa. Pensei na vida, tomei decisoes e estou me sentindo leve. Isso nao tem a ver com os sapatos que comprei, embora a pele de carneiro seja realmente leve. Acho que finalmente entendi a felicidade. E ela me entendeu.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

The Buenos Aires Affair

Buenos Aires, 04 de julho de 2008

* Nao achei o "til". Teclado muito bizarro.

Quarto dia em Buenos Aires. Finalmente tive tempo pra parar em um locutório (espécie de lan house que ainda conta com vários telefones para chamadas locais e internacionais) e escrever tudo o que se passou desde minha chegada no aeroporto de Ezeiza.

Estou hospedada em San Telmo, um bairro colonial boêmio até que bonitinho, mas localizado na puta que o pariu. Sempre escolho os hotéis errados, os locais errados! Acho que nunca acertei. Meu hotel, The Cocker, é em tese um hotel boutique. Apenas em tese. O aquecedor nao funciona, nao há serviço de quarto e eu nunca encontro funcionários ou adaptadores pra ligar o carregador do celular. De qualquer modo, o hotel é muito bem decorado e elegante, se você está disposto a passar frio porque só há um cobertor.

Perto do hotel há o famoso El Britanico, uma confitería (espécie de café / bar) que funciona desde 1909. É um lugar muito gostoso, nostálgico. Apesar de ser a um quarteirao do hotel, só passei lá hoje, pra comer umas empanadas (um salgado que é um dos melhores snacks que já comi na vida!) e tomar uma água com gás.

No primeiro dia, visitei vários bares. Estava sedenta por um pouco de vida noturna porteña, mas infelizmente as terças nao sao muito empolgadas por aqui. Fui ao La Cigale, um bar bonito que parece a Piola de Sao Paulo, onde tomei um mojito. Havia lido num site de turismo que esse mojito era um dos melhores da cidade, mas eu achei horrivel. Muito doce. Depois fui ao Dadá, um bar com gravuras do Lichteinstein e uma atmosfera artsy. Comi o melhor bife da minha vida, com umas batatas fantásticas e agriao com molho de sei lá o quê. No entanto, o melhor do bar/restaurante era o barman. E nao é pelos drinks. No mesmo dia ainda fui ao Gibraltar, onde nao aceitavam meu cartao, entao nao entrei... e ao Mundo Bizarro, que merece um parágrafo à parte.

O Mundo Bizarro é como o Astronete em Sao Paulo, mas é maior e melhor. Os drinks sao maravilhosos (viva o Frozen Mojito!) e o atendimento é fantástico. Um dos guias que eu li dizia que os barmen tratavam todo mundo muito mal, mas eu fui super bem atendida. Quando fui pagar, passei uma nota falsa (que eu obviamente nao sabia que era falsa). O barman viu o mal-entendido e ainda por cima me explicou como identificar falsificaçoes, coisa que venho fazendo desde entao. Toda quarta tem show burlesco, mas eu perdi. Vou na quarta que vem. É um lugar que vale a pena voltar.

Na quarta-feira, fui à Recoleta, um bairro como os Jardins. O shopping Bullrich é menor que o Iguatemi, mas há lojas da Kenzo, Dior, Christian Lacroix e estilistas locais que sao bem bacanas. Nada muito incrível, no entanto. Já a Avenida Alvear, a Oscar Freire porteña, é bem legal. Por incrível que pareça, a melhor loja que encontrei foi a Fendi. Tenho que andar por lá novamente, porque passei muito rápido, já que estava resolvendo uns problemas no banco (devido ao problema com os computadores no Brasil, nao conseguia tirar dinheiro e estava ficando pobre e desesperada). Quando me cansei, pedi uma Quilmes grande num bar local, acendi um Benson & Hodges (que aqui é beeeem mais barato) e respirei o ar daquele bairro tao gostoso. Daí veio um menininho que estava com a avó e enfiou a mao na minha porçao de amendoins! Sem avisar! Foi tao espontâneo e engraçado! A avó dele nao sabia onde se enfiar! Aquilo fez meu dia! À noite, fui ao Van Konsing ou algo do tipo, um bar holandês chatíssimo, com uma gente sem graça, mas um barman fantástico, muito simpático e bonito.

E ontem, bem... ontem eu já estava desesperada porque meus pesos estavam acabando e eu nao conseguia tirar dinheiro por causa do problema dito acima... Ah, cansei de escrever.

Amanha tem mais.

Besos,

Ivna

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Beautiful, only slightly mental...
Beautiful, only temperamental...
Beautiful...

quarta-feira, 18 de junho de 2008

How to fight loneliness

Quanta gente interessante que eu não vejo.

Fico muito absorta nuns pensamentos egocêntricos, mas de vez em quando BAM! Dou de cara com alguém interessante, daí dá vontade de chacoalhar a pessoa e falar "Ei, eu tô aqui, sou humana também, quero um pouco de atenção, não faz essa cara blasé, eu tô sozinha e você também, a cidade é grande e a gente precisa de amigo, companheiro de copo, tô aqui pro que precisar... me liga, me chama, qualquer coisa, por favor... por favor!"

Só que você não enxerga, entende. E eu sei que um dia vou olhar pra tudo isso e desejar ter sido um pouco mais corajosa.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Teu olhar mata mais que atropelamento de automóvel

Teu olhar mata mais
Que bala de carabina
Que veneno estricnina
Que peixeira de baiano...


Rapaz, feche esses olhos, me assusta assim não que meu coração é frágil! Esse olhar arregalado exala vida. A gente precisa tá preparado pra tanta vivacidade. E eu não tô.


Em outras notícias, fico consideravelmente feliz por saber que você tá bem. É o que parece. E o que parece, é. Normalmente, é assim que funciona.

domingo, 11 de maio de 2008

(Quase) Nada.

DON'T GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!

Medos

Hoje eu me deparei com a sua foto. Não tive tempo para me preparar psicologicamente e quase cuspi suco de cajú no teclado do computador. Senti toda a sorte de mal estar.

Pensei coisas amargas. Achei sua roupa bem errada. Seu cabelo, ridículo. Você realmente deveria investir em um bom anti-rugas da Lancôme.

Aí eu lembrei que eu também uso uns modelos equivocados. Meu cabelo tá meio seco, precisando pintar. Meu rosto tá longe de ser perfeito e eu tenho poros largos, um horror.

Já que é assim, já que compartilhamos toda essa humanidade, decidi parar com a amargura. Da última vez que chequei, respirávamos o mesmo ar.

So long, _________ .

terça-feira, 8 de abril de 2008

Fatal

"Os moços tão bonitos me doem,
impertinentes como limões novos.
Eu pareço uma atriz em decadência,
mas, como sei disso, o que sou
é uma mulher com um radar poderoso.
Por isso, quando eles não me vêem
como se dissessem: acomoda-te no teu galho,
eu penso: bonitos como potros. Não me servem.
Vou esperar que ganhem indecisão. E espero.
Quando cuidam que não,estão todos no meu bolso."
(Adélia Prado)

Em outras palavras, me sinto uma diabética numa delicatessen.
00:20

Foi nesse horário que eu me dei conta de que nada vai fazer você falar comigo. Preciso parar de ler o que você escreve, porque nada é pra mim.

Ai.

domingo, 30 de março de 2008

Eu preciso parar de fazer macaquice.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

It's cold in here there's no one left
And I wait for you
And nothing stops it happening
And I knew
I'd cherish all my misery alone

(Northern Star - Hole)

Uso fósforos em tributo ao que nunca foi.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Ai, eu amo todos os meus amigos que vivem num Mundo Fantasma.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

I will survive

Pra combinar com meu novo vestido disco 70's dourado, minha fase Maria do Bairro sentimental:


And so you're back from outer space
I just walked in to find you here
With that sad look upon your face
I should have changed my stupid lock
I should have made you leave your key
If I had known for just one second
You'd be back to bother me

Go on now go walk out the door
Just turn around now
'Cause you're not welcome anymore
Weren't you the one who tried to hurt me with goodbye
Did you think I'd crumble
Did you think I'd lay down and die?

Cretino.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Ruim escrever pra quem nunca me leria. Dá sensação de desperdício de vida.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Littlest things that take me there...

Sometimes I find myself sitting back and reminiscing
Especially when I have to watch other people kissing
And I remember when you started calling me your Mrs
All the play fighting
All the flirtatious disses
I’d tell you sad stories about my childhood
I dunno why I trusted you but I knew that I could
We’d spend the whole weekend
Lying in our own dirt
I was just so happy
In your boxers and your t-shirt

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Ela o amava. Ok, amor talvez seja uma palavra muito forte, mas o fato é que ela gostava da companhia dele e ele ouvia Leonard Cohen.

Ele não a amava. Aliás, ele aparecia de cara cheia na casa dela e perguntava se havia cerveja gelada, reclamando quando era Heineken.




E aí, eu pergunto: Por que não fazem a Barbie e o Ken dentro dessa temática? É difícil quando a sua vida difere tanto da boneca loira-magra-tesuda. Gostaria de ter sido preparada para a vida real.